PROJETO ENSINO POR OUTRO CAMINHOPROJETO ENSINO POR OUTRO CAMINHO

CURSOS DE FORMAÇÃO DE DOCENTES ASSISTIVOS

Mentores na preparação de consultores, pesquisadores, professores, mediadores, tutores, acompanhantes,

pais, mães, pessoa com deficiência, pessoa idosa, pessoa diversa, pessoa vulnerável e afim

(familiares e profissionais de assistência) 

PÚBLICO ALVO: Gente

1. Curso Autismo, Complexidade e Fascínio. INSCRIÇÕES: https://forms.gle/SFa2dG8Ve7eHLJWS9
2. Curso Síndrome de Down e Autismo na Mesma Pessoa: INSCRIÇÕES: https://forms.gle/EXn8k6JwXaM5rF8S7
Impacto positivo no mundo

Pensar não ocupa espaço 

Guto Maia*

21/08/2020 (Read in English)

Uma reflexão na Semana da Pessoa com Deficiência.

Pensar não ocupa espaço, mas ocupa a mente e desgasta quando nos assombram os fantasmas da existência humana.

O ócio criativo do pensar, leva a criatura a criações mirabolantes e geniais, mas quando não se pode pôr em prática essas "loucuras do pensamento" -, o ato de pensar, por óbvio, volta-se contra o pensador.

Aí, constatamos que pensar dói.

E dói, sobretudo, pelas conclusões importantes e inexoráveis a que chegamos sobre os nossos limites como espécie humana - que pode muito, mas não pode tudo.

A Humanidade criou soluções geniais para competir com os bichos; competir com outros humanos; e até combater extraterrestres. Mas, na sua competição pessoal, consigo próprio no ato de pensar, sempre sai perdendo pois ninguém melhor que nós para saber os nossos pontos fracos; então, no embate da guerra interior, sempre saímos derrotados e somos abatidos.

Pensar não ocupa espaço, mas pode levar a conclusões sombrias, atormentadoras, sobre os nossos maiores dilemas.

O maior de todos, sem dúvida, é a morte.

Para pais de pessoas com deficiências, isso se potencializa a proporções inimagináveis.

"O que será deles quando eu morrer?", é a principal pergunta que ouvimos de familiares de pessoas com deficiências intelectuais, físicas, sensoriais e comorbidades; idosos e vulneráveis que dependem de nós.

Mais abaixo, comentarei as conclusões a que cheguei nesses seis meses.

Pensar não ocupa espaço, mas antigamente, pais e professores educavam os jovens com castigos físicos e psicológicos, um deles era: - "Vá para o quarto escuro, 'pensar' no que você fez!" Ou, na escola: "Fique no canto da sala, de frente para o quadro negro, de castigo, por 5 minutos, 'pensando' no erro que você cometeu!"

Por isso, pensar, às vezes, nos leva à ideia de que estamos de castigo.

E, num certo sentido, estamos.

Nesses seis meses de confinamento compulsório, em prisão domiciliar, devido à pandemia, pudemos constatar a crueldade de alguns pensamentos.

Todos, indistintamente, tomamos contato com o medo e a sensação de estarmos sendo castigados.

Ficamos sem saída, e quando não há para onde fugir, somos sinceros. Os pensamentos são mais verdadeiros.

E, nessa situação limite, cheguei a duas conclusões satisfatórias sobre a morte: uma boa e outra ruim.

A ruim é que, ao nos preocupamos com a "falta que faremos às pessoas que dependem de nós, quando nos formos" (frase eufemística para não falar "morrer"); constatamos que depois de 6 meses, poucos sentirão a nossa falta, alguns nem perceberão que morremos, outros darão até "graças a Deus!".

A boa constatação é que podemos morrer tranquilos, porque surgirão outras pessoas boas para nos substituir  (até mais competentes!) para cuidar de tudo. Na grande maioria dos casos, isso é um fato e um consolo. Não somos insubstituíveis, absolutamente. Ninguém o é.

A humanidade teve grandiosos homens e grandiosas mulheres que siquer lembramos que existiram.

A Natureza cumpre o seu papel de ir em frente, independente de nós. Assim como a natureza do vírus vai cumprindo o seu fundamento científico de mediocrizar todas as opiniões medíocres daqueles que tentaram minimizá-lo desacreditando o poder a ciência. Acreditar nela é o que nos resta.

 

 

A Semana da Pessoa com Deficiência se inicia hoje, 21 de agosto de 2020. Nunca tivemos muito a comemorar, e sempre foi um certo contrassenso fazê-lo. Mas, é importante. É importante ter uma semana nossa para lembrar que não somos invisíveis, mesmo nesses tempos em que o luto permeia a existência humana. É importante lembrar que a nossa luta continua. E continuará com o otimismo de quem não desiste. Continuará junto dos que amamos e daqueles que acreditam que pensar não ocupa espaço, mas pode ajudar a melhorar a vida dos que não conseguem pensar, pois não têm intelecção, não têm cognição nem raciocínio, por causa dos seus distúrbios mentais. Pensemos por eles.

Sem dúvida, a luta nunca terminará. Só estamos num momento de trégua em respeito aos que resistem e aos que não resistiram*.

 

*Guto Maia - José Augusto Maia Baptista

Gestor educacional

 


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